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Ode do miojo.
Acredito que nada mais justo do que explicar um nome um tanto quanto bizarro.
Bom, tudo começou em Algodoal, onde
uma menina digamos que não muito normal foi para a praia com seu querido priminho e levou um lanchinho não muito comum, pelo
menos não na praia.
Acontece que no sol escaldante, aquela areia maravilhosa invadindo a minha boca e acabando com
meus cabelos e aqueles pássaros mirando em nossas cabeças... Ah, que saudade dos pássaros... a menina resolve fazer
o seu lanchinho, um miojo cru pra animar um pouco.
Acho que na hora não tinhamos idéia do quanto isso seria relembrado
e o melhor, o quanto seria bom lembrar disso, foi apenas uma coisa idiota, feita por uma menina com então 10 anos, mas é como
sempre diz a minha avó, "Felizes são aqueles que sabem fazer de pequenos instantes grandes momentos" e nós conseguimos, primo.
A odisséia do miojo.
Era uma manhã alegre e ensolarada como muitas outras quando eu levava a minha querida priminha feliz
pra brincar na praia. Como somos inteligentes e prevenidos, não esquecemos de levar um lanchinho básico pra hora da fome,
mas que lanchinho seria esse? Passatempo? Fandangos? Tridentes? Que nada! Ao contrário desses reles mortais que levam qualquer
lanchinho comum, nós precisavamos ser originais e levamos algo que todo mundo adora, mas ninguém tem coragem de comer na praia,
cru até comem, mas não na praia, um miojinho, é claro!
Brincadeiras à parte, foi apenas mais uma entre tantas coisas idiotas que dois primos que não tem
o que fazer aprontam, mas são os momentos e as lembranças que ficam que tornam tudo na vida válido. A sensação de olhar pra
trás com a certeza de que fariamos tudo novamente e que queremos fazer muito mais pela frente é indescritível e são essas
coisas que definem uma amizade e principalmente uma amizade entre irmãos de coração. E nós realmente conseguimos, caçulinha!
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